Reportagem - Por que algumas músicas grudam na cabeça?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Reportagem para Super, com o tema "Por que as músicas grudam na cabeça?", inspirada em uma música que ficou um dia inteiro tocando na minha cabeça. Entrou para a seção Respostas da revista.

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Texto completo:

O sujeito acorda, boceja e, sem mais nem menos, ouve um: "Bota a mão na cabeça que vai começar", vindo do seu cérebro. O tempo passa, ele escova os dentes, toma um café e: "O Rebolationtion, o rebolation/ o rebolation- tion". Já era. A música grudou. Esse fenômeno irritante, que faz com que fiquemos repetindo mentalmente músicas, é chamado de earworm ("minhoca de ouvido"), termo criado pelo professor James Kellaris, da Universidade de Cincinnati. Quando estamos desocupados ou distraídos, basta pensar rapidamente numa música para o fenômeno acontecer. O que se forma, então, é algo parecido com uma coceira cerebral. O jeito de amenizar o incômodo é repetir mentalmente a música ad infinitum.

Para descobrir isso, pesquisadores da Universidade Dartmouth, nos EUA, colocaram voluntários para ouvir música. Sem aviso, a música parava. Quando a melodia era conhecida do ouvinte, o córtex auditivo continuava trabalhando, relembrando a melodia. Quando a música era desconhecida, a mente do sujeito ficava vazia. Para ocupar esse espaço, o cérebro começava a repetir o que tinha acabado de ouvir. Estranhamente, mulheres são mais suscetíveis ao fenômeno - só não se sabe ainda por quê.

O professor Kellaris diz que qualquer canção pode entrar em looping. "Mas músicas simples, repetitivas e com mudanças inesperadas têm mais probabilidade de grudar", diz. São aquelas formadas por refrões, frases marcantes ou oscilações na voz... Isso te lembra algo? "O Rebolation é bom, bom/ O Rebolation é bom, bom, bom."

Como se livrar do chicle de ouvido
Dicas rápidas e eficientes contra essa praga

Cante tudo
Quando tentamos lembrar "como é mesmo aquela letra?", ficamos parados numa parte da música o dia inteiro. Uma solução é cantar a música inteira, para eliminar de vez o chicle.

Vire o disco
Se não pode vencê-los, junte-se a eles. Livrar-se totalmente de uma música pode ser difícil. Aí o jeito é substituir uma melodia muito irritante por alguma que vá irritá-lo um pouco menos.

Pense muito
Ocupe-se. TV não ajuda muito, já a leitura mantém o cérebro trabalhando. Por isso, se ficar com alguma música na cabeça depois desta reportagem (sei lá, qualquer uma), continue lendo a SUPER pra passar.

Infográfico - Como Funciona o Vestibular

Matéria pra Super, que se transformou em um infográfico da seção Como Funciona, com o tema do vestibular.

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Texto completo:

Como Funciona - Vestibular

Desde o vazamento do Enem em 2009, as universidades mais concorridas do país transformaram os detalhes de seus vestibulares em segredo total. Mas a SUPER pulou a barreira de caixas-fortes, códigos secretos e escolta armada para contar como são protegidas as perguntas mais temidas pelos estudantes brasileiros.

1. FORMULAR
A prova é escrita de junho a setembro por cerca de 30 professores divididos por disciplina. Na Unicamp, um grupo não conhece o outro; na Fuvest, elaboradores não conhecem revisores, e trabalham em salas de acesso restrito. Eles mesmos fazem faxina, e guardam num cofre até o lixo do banheiro.

2. ARMAZENAR
Na Unicamp, o arquivo da prova é guardado num cofre da universidade, vigiado 24 horas por dia. Para abri-lo, precisa-se de duas pessoas juntas, com chaves e combinações numéricas diferentes. E de nada adianta driblar isso: o arquivo é criptografado.

3. IMPRIMIR
A gráfica da universidade imprime a prova dias antes da aplicação. Poucos funcionários têm acesso ao lugar, e, para evitar vazamentos, até o lixo da gráfica é revistado. Na Fuvest, a Polícia Militar acompanha todo o processo.

4. TRANSPORTAR
No dia do vestibular, carros-fortes escoltados por uma frota de segurança levam as caixas com as provas desde a universidade até as escolas cedidas para sua aplicação. No caso de cidades fora do estado, são levadas de avião, sob a supervisão de fiscais da universidade. E, claro, não são postas na esteira de bagagem.

5. APLICAR
O lacre das provas, feito na gráfica, só é rompido na hora da prova, em frente aos alunos. Para evitar cola, as provas têm suas questões e alternativas embaralhadas em 5 séries diferentes. E, se quiser ir ao banheiro, pode, mas um fiscal no corredor precisa acompanhá-lo.

Morte de Amy Winehouse



No momento em que o repórter do Guardian twittou que estava confirmada a morte da cantora Amy Winehouse em Londres, estava online e produzi um especial para a MTV sobre a cantora. Não passou de minha obrigação, mas uma mistura de sorte, habilidade e agilidade numa fria tarde de sábado.

A primeira notícia esta abaixo. Sua primeira versão foi feita em 3 minutos e teve duas linhas e uma foto. A versão completa está no link destacado nesta frase.

Parte da cobertura da morte da cantora está no site especial Amy Winehouse, que ajudei a editar a home.

Link: mtv.com.br/amywinehouse

Especial Video Music Awards

terça-feira, 13 de setembro de 2011



O prêmio mais importante do videoclipe mundial é realizado todos os anos pela MTV americana e a TV brasileira tem mais que obrigação em falar sobre o assunto de maneira especial.

Preparamos uma página extra que concentrava em destaque os textos feitos durante algumas semanas especialmente sobre o assunto e o que os programas da TV também prepararam sobre o VMA.

Em um mês, foram produzidos 59 textos sobre o show, 50 por mim. As notas musicais abordavam a história do prêmio e a apresentação de 2011, sempre com notícias quentes, interessantes à audiência da MTV, com os detalhes dos shows.

Link da página especial

Infográfico - Influências e influenciados por LCD Soundsystem



Na semana que a banda novaiorquina LCD Soundsystem faria seu anunciado último show em Nova York preparei um infográfico especial sobre o grupo, suas influências e o que veio na música do gênero depois deles.

Link da matéria/infográfico

Texto:

Neste sábado (2), o Madison Square Garden, em Nova York, será palco do último show do LCD Soundsystem, uma das bandas mais importantes deste século 21. Não é pouco. Conhecido também como MSG ou simplesmente The Garden, desde que foi reformado e ampliado, em 1968, o local recebeu alguns dos maiores espetáculos do planeta, a exemplo da turnê de Wish You Were Here, do Pink Floyd, em 1978, ou do histórico concerto The Song Remains the Same, gravado ao vivo pelo Led Zeppelin em 73.

O anúncio do fim das atividades e desse último show foi feito há dois meses, em comunicado no site oficial do conjunto nova-iorquino. Quando o cantor e fundador do conjunto, James Murphy, foi questionado sobre o porquê de encerrar as atividades do LCD, ele declarou que "há muitas coisas que eu ainda quero realizar, como café! Eu gosto de fazer café!”, disse, meio em tom de blague, durante um talk-show.

Assista ao videoclipe de 'All My Friends':



Murphy anunciou que o derradeiro espetáculo terá no mínimo três horas de duração. “Nós vamos tocar com nossos amigos e família coisas que nunca tocamos antes", afirmou. Entre as participações especiais está a da banda Liquid Liquid, antiga parceira deles. Para o evento foram disponibilizados treze mil ingressos que se esgotaram em poucos minutos. Muitos fãs reclamaram que não conseguiram comprar os tíquetes. Por causa disso, o LCD fez durante essa última semana quatro shows no Terminal 5, também em Nova York, numa espécie de aquecimento para o espetáculo de sábado.

Em seu blog, Murphy pede que o público vá vestido de branco ou preto, pois se trata de um ‘funeral’, nas palavras do músico. "E se isso é um funeral, que seja o melhor de todos”, declarou.

Veja o clipe de 'Drunk Girls':



Mas se você não estiver em Nova York, ainda assim terá oportunidade de ver o LCD ao vivo através de uma transmissão ao vivo feita site Pitchfork (clique aqui). O show começa pontualmente às 21h00 (horário de Brasília).

Três álbuns foram suficientes para imortalizar a banda

O LCD Soundsystem é um projeto musical do produtor James Murphy, co-criador do selo de dance-punk DFA Records. Foram nove anos de atividades desde os primeiros ensaios até a apresentação final, neste sábado. Nesse tempo, o LCD Soundsystem lançou três discos: “LCD Soundsystem” (2005), “Sound of Silver” (2007) e “This Is Happening” (2010). Todos eles figuraram nas listas de melhores discos do ano de veículos de comunicação especializados.

Suas músicas tornaram-se referência para o rock e a também para música eletrônica atuais, desde o lançamento do primeiro single, 'Losing My Edge' (2005), até 'Home', faixa que encerra “This is Happening”. Músicas como ‘All My Friends’, ‘Drunk Girls’, ‘New York, I Love You, But You Bringing Me Down’ se tornaram clássicos instantâneos.


Apesar de serem basicamente definidos como uma banda de eletro rock, as influências do LCD Soundsystem passam, entre outras coisas, por Joy Division, Talking Heads e Daft Punk. O primeiro single de grande sucesso da banda leva o nome ‘Daft Punk is Playing in My House’, numa homenagem explícita ao duo francês Daft Punk.

Confira o clipe de 'Daft Punk Is Playing at My House':



Suas letras são um retrato de nosso tempo, versando desde relações pessoais até sobre Nova York, cidade de origem do grupo. A banda termina no auge, tanto nas composições, como em seus shows. No final de janeiro deste ano, durante a passagem deles pelo Brasil, viu-se a forte sintonia entre os integrantes da banda no palco e, principalmente, o incrível poder que têm em agitar multidões.

Especial Harry Potter



Uma semana antes da estreia, recebi a missão de resenhar "Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte 2", último filme da saga do bruxo mais famoso da história do cinema. Sabendo da importância de Harry Potter para a audiência da MTV, sugeri e criamos uma página especial para o final da saga.

Link do site especial Harry Potter

Texto da resenha:

Harry Potter encerra saga com seu melhor filme

Toda guerra tem um final feliz apenas para um dos lados envolvidos. Na disputa entre o bem e o mal no mundo de Harry Potter, um dos bruxos de uma das maiores sagas da história do cinema, não poderia ser diferente. E na próxima sexta-feira (15), esta história chega ao final, com a estreia da segunda parte de 'Harry Potter e as Relíquias da Morte'.

A primeira parte do filme teve significativos momentos de ação, mas o foco foi no drama, deixando o clímax do livro concentrado para esta segunda parte. É o fim da luta entre o garoto que sobreviveu e 'Aquele que Não Deve Ser Nomeado'.

A história final de Harry Potter, que em sua maior parte aconteceu em Hogwarts, começa muito longe dali, na reunião do que sobrou da Ordem da Fênix. Logo após a morte do elfo Dobby, fica a decisão do que fazer para encontrar a próxima das quatro horcruxes que Harry, Roni e Hermione devem destruir para que Voldemort possa finalmente ser morto.

Essa conquista, claro, não vai, nem poderia, ser fácil. A primeira horcruxe a ser destruída neste filme estava em Gringotes, o banco dos bruxos, onde é impossível entrar sem ajuda de um fiel duende. Eles hipnotizam um deles e, em poucos minutos, conseguem a façanha de entrar e sair do local. Isso de maneira nada usual e em um tom eletrizante, que segue durante todo o longa, com tempo de sobra para detalhar as ações.

Este tempo é conquistado graças à divisão do detalhado livro homônimo de J.K. Rowling em duas partes, um dos trunfos da produção. Mesmo que esta divisão seja para arrecadar mais do bolso de seus fãs, alguns importantes detalhes da mente da autora ficam mais detalhados na telona, como as interferências da mente de Voldemort em Harry Potter. E ainda sobra tempo para o espectador respirar entre uma cena e outra.

O filme dividido em dois ainda dá tempo suficiente para emoções e sentimentos à flor da pele, em meio as cenas de ação predominantes. Aos mais sentimentais, vale até levar um lenço para conhecer e se emocionar com o presente, passado e futuro de Harry, como nunca antes visto nos sete filmes da saga.

Para muita gente, estamos falando em milhões de pessoas, não é apenas o último filme da mais lucrativa franquia cinematográfica do cinema. Foram dez anos de envolvimento emocional, que começou em 2001, com 'Harry Potter e a Pedra Filosofal' e história de um universo fantástico e fantasioso de um bruxo menino descobrindo um mundo novo, depois de viver onze anos como um trouxa.

Não à toa, 'Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2' teve uma das maiores pré-estreias no cinema, com reunião de toda o elenco da série, que também cresceu com os personagens. Na première em Londres, a atriz Emma Watson, que interpreta Hermione, se emocionou, levando seus companheiros de set às lágrimas. Outra que se emociou foi J.K. Rowling, autora da série, que se despediu agradecendo aos fãs pelo carinho ao longo de todos esses anos, declarando que não tem nenhuma intenção em continuar a história do bruxo, mas adicionou: 'Nunca diga nunca'. Tal declaração gerou reação positiva dos fãs.

E o final do filme... Bem, os verdadeiros fãs, aqueles que devoraram todos os livros, já sabem como é o final. É na escola de bruxos, transformada num campo de batalhas, que a aguardada luta final entre Lord Voldemort e Harry Potter acontece. Afinal, como o próprio mestre Dumbledore explica: "Hogwarts sempre ajudará aqueles que merecem".

Todo o confronto, a exposição dos personagens, o ritmo de seu enredo e a ação hollywoodiana usadas nas horas de longa fazem deste o melhor filme da série, com todos os enredos devidamente amarrados. Foi em Hogwarts que tudo começou. E é em Hogwarts que, ao que parece, tudo termina.

Entrevista Mutantes

Entrevistei os Mutantes para o site da MTV. Os caras que começaram o rock brasileiro falaram do passado, do presente e do futuro. Embora essa seja a descrição mais sem graça o possível, foi uma entrevista interessante.



Link do site

Texto completo:

Em nova fase, Mutantes segue fazendo história

Num tempo em que a bossa nova era o moderno da música brasileira, os Mutantes colocaram guitarras cheias de distorções nos principais palcos do país. "A gente começou tudo isso aqui", lembra Sérgio Dias, um dos músicos precursores o rock brasileiro e que esteve na MTV na última semana.

Em nossa conversa com os Mutantes, ouvimos histórias de parte do rock nacional e como eles mantêm até hoje tudo isso vivo. Pouco mais de 40 anos depois do primeiro lançamento, a banda continua na ativa, depois de um hiato de décadas, sem ser exatamente o mesmo grupo.

Da clássica formação daqueles que mudaram os paradigmas musicais brasileiros nos anos 60 e 70, somente o vocalista Sérgio Dias e o baterista Dinho Leme continuam. Quando a banda arquitetou sua volta, em 2007, cinco músicos foram chamados para serem Mutantes, são Henrique Peters, Vitor Trida (teclado, guitarra, violão, flauta e voz), Vinicius Junqueira (baixo), Fábio Recco (voz) e Bia Mendes (voz).

Em comum está a vontade de manter vivo o espírito mutante. "De alguma forma a gente tenta resgatar a magia dos Mutantes", diz Bia Mendes. "A gente não sabe onde vai parar, os Mutantes são maiores que nós", reflete Sérgio Dias. "Mas nós somos uma banda viva, não adiantaria ficar tocando somente ‘Ando Meio Desligado’, por isso quando nos reunimos pela primeira vez eu disse que tínhamos que fazer um disco inédito", afirmou Dias.

O momento de volta do grupo aconteceu em 2006, em um show no Barbican Theatre, em Londres, sendo o primeiro espetáculo deles desde 1978, no início de uma miniturnê que passou pela Inglaterra e EUA. Três anos depois do retorno aos palcos, saiu um disco inédito do grupo, ‘Raih or Amortecedor’, lançado internacionalmente em 2009, que chegou apenas este ano ao Brasil.

O disco chega ao Brasil com quatro músicas diferentes do trabalho da versão internacional, 37 anos após o último lançamento de um álbum inédito do grupo, o que é uma honra para os Mutantes. "É um negócio muito bonito pra gente, principalmente depois da revolta desse encontro de Mutantes", diz Sérgio Dias. A vocalista Bia Mendes ressalta a responsabilidade de fazer parte do grupo. "É uma honra estar vestindo a camisa e a responsabilidade, na mesma medida, eu lembro cada vez que subo ao palco", afirma.

O novo álgum começou com a palavra 'Amortecedor'. "Eu cheguei para o Tom Zé e disse: ‘eu tenho uma palavra, ‘amortecedor’, e essa palavra se refere a ‘amo amor a morte amortece amortece dor’. Ele fez a música a partir disso, que é um escândalo", explica Sérgio Dias. O eterno tropicalista Tom Zé não é oficialmente da banda, mas é ativo colaborador do disco. "Ele é um verdadeiro mutante", afirma Bia Mendes. Metade das músicas de 'Haih or Amortecedor' traz composições dele em parceria com Sérgio Dias.

A banda também toca com Tom Zé no Rock in Rio 2011. Esse será um show especial pensado para o festival. "A gente acabou de chegar da turnê internacional e ainda não teve tempo de encontrar Tom Zé. A gente ainda vai sentar e decidir o que vai acontecer, com certeza vai ser uma loucura", conta, empolgado, Sérgio Dias.

A apresentação deve ser uma das que a banda faz no Brasil no segundo semestre, pois uma turnê está sendo pensada ainda para este ano. "Adoraria tocar mais, mas atualmente a gente está indo pelo que a vida nos está impondo", diz Sérgio Dias, que se sente em casa quando toca em terras tupiniquins. "É algo impressionante, como não amar nossa casa? A primeira vez que a Bia cantou na Virada Cultural, eram três horas da manhã, doze shows acontecendo e 80 mil pessoas assistindo, isso é um presente que não tem preço", explica.

Além de conversar com o Portal MTV a banda passou pelo MTV Na Brasa. Clique aqui e assista ao programa do China com os Mutantes.