Entrevista Mutantes

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Entrevistei os Mutantes para o site da MTV. Os caras que começaram o rock brasileiro falaram do passado, do presente e do futuro. Embora essa seja a descrição mais sem graça o possível, foi uma entrevista interessante.



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Em nova fase, Mutantes segue fazendo história

Num tempo em que a bossa nova era o moderno da música brasileira, os Mutantes colocaram guitarras cheias de distorções nos principais palcos do país. "A gente começou tudo isso aqui", lembra Sérgio Dias, um dos músicos precursores o rock brasileiro e que esteve na MTV na última semana.

Em nossa conversa com os Mutantes, ouvimos histórias de parte do rock nacional e como eles mantêm até hoje tudo isso vivo. Pouco mais de 40 anos depois do primeiro lançamento, a banda continua na ativa, depois de um hiato de décadas, sem ser exatamente o mesmo grupo.

Da clássica formação daqueles que mudaram os paradigmas musicais brasileiros nos anos 60 e 70, somente o vocalista Sérgio Dias e o baterista Dinho Leme continuam. Quando a banda arquitetou sua volta, em 2007, cinco músicos foram chamados para serem Mutantes, são Henrique Peters, Vitor Trida (teclado, guitarra, violão, flauta e voz), Vinicius Junqueira (baixo), Fábio Recco (voz) e Bia Mendes (voz).

Em comum está a vontade de manter vivo o espírito mutante. "De alguma forma a gente tenta resgatar a magia dos Mutantes", diz Bia Mendes. "A gente não sabe onde vai parar, os Mutantes são maiores que nós", reflete Sérgio Dias. "Mas nós somos uma banda viva, não adiantaria ficar tocando somente ‘Ando Meio Desligado’, por isso quando nos reunimos pela primeira vez eu disse que tínhamos que fazer um disco inédito", afirmou Dias.

O momento de volta do grupo aconteceu em 2006, em um show no Barbican Theatre, em Londres, sendo o primeiro espetáculo deles desde 1978, no início de uma miniturnê que passou pela Inglaterra e EUA. Três anos depois do retorno aos palcos, saiu um disco inédito do grupo, ‘Raih or Amortecedor’, lançado internacionalmente em 2009, que chegou apenas este ano ao Brasil.

O disco chega ao Brasil com quatro músicas diferentes do trabalho da versão internacional, 37 anos após o último lançamento de um álbum inédito do grupo, o que é uma honra para os Mutantes. "É um negócio muito bonito pra gente, principalmente depois da revolta desse encontro de Mutantes", diz Sérgio Dias. A vocalista Bia Mendes ressalta a responsabilidade de fazer parte do grupo. "É uma honra estar vestindo a camisa e a responsabilidade, na mesma medida, eu lembro cada vez que subo ao palco", afirma.

O novo álgum começou com a palavra 'Amortecedor'. "Eu cheguei para o Tom Zé e disse: ‘eu tenho uma palavra, ‘amortecedor’, e essa palavra se refere a ‘amo amor a morte amortece amortece dor’. Ele fez a música a partir disso, que é um escândalo", explica Sérgio Dias. O eterno tropicalista Tom Zé não é oficialmente da banda, mas é ativo colaborador do disco. "Ele é um verdadeiro mutante", afirma Bia Mendes. Metade das músicas de 'Haih or Amortecedor' traz composições dele em parceria com Sérgio Dias.

A banda também toca com Tom Zé no Rock in Rio 2011. Esse será um show especial pensado para o festival. "A gente acabou de chegar da turnê internacional e ainda não teve tempo de encontrar Tom Zé. A gente ainda vai sentar e decidir o que vai acontecer, com certeza vai ser uma loucura", conta, empolgado, Sérgio Dias.

A apresentação deve ser uma das que a banda faz no Brasil no segundo semestre, pois uma turnê está sendo pensada ainda para este ano. "Adoraria tocar mais, mas atualmente a gente está indo pelo que a vida nos está impondo", diz Sérgio Dias, que se sente em casa quando toca em terras tupiniquins. "É algo impressionante, como não amar nossa casa? A primeira vez que a Bia cantou na Virada Cultural, eram três horas da manhã, doze shows acontecendo e 80 mil pessoas assistindo, isso é um presente que não tem preço", explica.

Além de conversar com o Portal MTV a banda passou pelo MTV Na Brasa. Clique aqui e assista ao programa do China com os Mutantes.

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